Sindicato das empresas do setor eletroeletrônico destacou projeto em estudo de produção de robôs humanoides em Manaus
A Zona Franca de Manaus (ZFM) tem um forte potencial para produção de itens de alta tecnologia, como drones e microcâmeras, avalia o ex-presidente e atual assessor do Sindicato da Indústria de Aparelhos e Componentes Elétricos e Eletrônicos do Estado do Amazonas (Sinaees-AM), Wilson Périco,
À reportagem, ele falou sobre essas potencialidades após a multinacional chinesa Salcomp, asociada ao SINAEES-AM , anunciar um projeto para produção de robôs humanoides na Zona Franca de Manaus (ZFM), ainda em estudo.
“A inovação tecnológica é muito rápida, hoje, então, a gente fala de produtos que vemos no dia a dia com naturalidade. A questão dos drones e das microcâmeras são duas das que mais têm se intensificado. Câmeras que você coloca no bolso, no chapéu, na uniforme. São produtos que certamente têm um atrativo comercial grande e também poderão fazer parte da cesta de produtos do Polo Industrial”, disse.
Périco disse já ter visto interesse de empresas para produção desses itens de alta tecnologia, e que “logo alguém vai estar produzindo”, mas critica o modelo atual de busca por autorização da produção com incentivos fiscais.
“A política de PPBs, no meu entendimento, precisa ser revisada para dar maior celeridade, maior tranquilidade ao investidor que quiser aportar o seu investimento em Manaus. Para ele não ficar, hoje, aguardando a boa vontade dos técnicos, dos ministérios em aprovar ou não o PPB para que o investimento possa acontecer”, afirmou.
Atualmente, empresas que queiram usufruir dos incentivos fiscais da Zona Frana precisam apresentar o Processo Produtivo Básico (PPB) do item a ser produzido ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e à Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), ligada à pasta federal.
Robôs
Wilson Périco afirmou que o projeto em estudo da Salcomp para produção de robôs em Manaus faz parte de uma tendência natural de renovação já observada em outros momentos no Polo Industrial.
“O PIM é composto, na sua grande maioria, por multinacionais, e elas replicam aqui os seus produtos de última geração e também a última geração de manufatura. Se as empresas enxergam mercados potenciais, como ocorreu com outros produtos que passaram por aqui, como o blu-ray, o videocassete, o celular e depois o smartphone, então todas as novas tendências de mercado vão ser replicadas aqui”, disse.
Outro exemplo desta renovação é a maior produção de peças associadas a carros elétricos, como baterias. Em Manaus, a BYD e a Livoltek são dois exemplos deste caso. Na semana passada, a primeira anunciou um investimento de R$ 500 milhões para expandir sua produção no Brasil.
Fonte: Jornal Acrítica
